Estava cansada de passar todo aquele tempo deitada naquela maca, estava impaciente, pois pareciam que as horas nunca se passavam. Resolvi então levantar-me, da uma caminha pelo interior do hospital. Os corredores estavam vazios, [pois já se passavam da meia noite, e acho que os enfermeiros estavam dormindo.] estava tudo muito quieto, o silencio era de dor na alma [para quem tem medo de ficar sozinho, hospital a noite não é uma boa pedida].
Caminhando por aqueles corredores brancos, escuto choros de crianças, a principio fiquei meio que assustada, mas fui em direção dos choros. Chego em uma ala onde ficava a maternidade, olho através da vitrine, e vejo vários bebês recém-nascidos. Começo a observá-los, parecem seres tão frágeis, tão pequenos, que começaram a vida em tão pouco tempo, e que não sabem se quer o que o futuro reservou a eles.
Nunca pensei em ser mãe, mas naquele momento, senti que estava faltando algo, estava sentindo falta de amar alguém, se eu fosse mãe, meus problemas e preocupações não seriam por um amor carnal, e sim por um amor incondicional, uma criança para amar, educar e dar atenção. Observá-la fazer travessuras, e com aquela carinha de “não foi eu” abraçá-la e perdoá-la.
Nesse momento não me contive, olhando para aquelas crianças me emocionei e acabei deixando lagrimas escorrerem. Resolvi voltar para o quarto, não estava me sentindo muito bem. Mas não me saia da minha cabeça, a historia de ser mãe...
“Ainda hoje sinto esse vazio, fico imaginando uma criança correndo pela casa e me chamando de mamãe! Quem sabe um dia seria uma genetriz, mas acho que não estou preparada psicologicamente, é uma responsabilidade grande cuidar de outra vida, preciso amadurecer mais um pouco...”
[Sem falar palavra alguma, Tão pequeno e minúsculo, Eu caio de amor,Tão profunda, tão profundamente, Meu amor precioso, Vindo lá de cima, Meu bebezinho, Tenho que agradecer a você, tenho que agradecer a você – My Baby – Britney Spears]
não seriam por um amor carnal,
e sim por uma amor incondicional,
uma criança para amar,
educar e dar atenção.
Observá-la fazer travessuras,
e com aquela carinha de “não foi eu”
abraçá-la e perdoá-la.”
Xoxo Sophia Loren

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